Vitamina D e o sol

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O tema é controverso, polêmico e tem deixado muita gente confusa, pois envolve, entre outros fatores, a orientação acerca da necessidade de exposição ao sol versus a proteção solar.

Seres humanos conseguem obter vitamina D a partir da exposição à luz solar, da dieta e de suplementos vitamínicos.

Considerando os benefícios da vitamina D para a saúde dos ossos (já que os outros benefícios frequentemente citados ainda não tiveram comprovação científica) e os riscos da exposição solar, especialmente relacionada ao câncer de pele (mais comum tipo de câncer do organismo humano), apresentamos abaixo a posição da Sociedade Brasileira de Dermatologia com relação ao assunto:

 

  1. A exposição ao sol, de forma intencional, não deve ser considerada fonte para a produção de vitamina D, nem para a prevenção de sua deficiência.
  2. As medidas de proteção solar, como uso de roupas e chapéus, óculos escuros e evitar o sol em horários entre 10 e 15 h continuam sendo a recomendação mais adequada para a prevenção do câncer e envelhecimento da pele.
  3. O uso de protetores solares com Fator de Proteção (FPS) superior a 30 deve ser recomendado para todos os indivíduos acima de seis meses de idade expostos ao sol. Não se deve realizar exposição ao sol sem o uso adequado de protetores solares. Crianças abaixo de seis meses não devem se expor diretamente ao sol e não devem fazer uso regular de fotoprotetores. Não se recomenda o uso rotineiro de protetores solares com Fator de Proteção Solar (FPS) abaixo de 30.
  4. Pacientes com risco de desenvolver deficiência de vitamina D devem ser monitorados através de exames periódicos e podem utilizar alimentos ou suplementos vitamínicos para prevenção de deficiência de vitamina D.

 

A maior parte dos indivíduos não precisa se preocupar com os níveis da vitamina. Mas determinadas pessoas precisam ter atenção especial a isso, as que fazem parte de grupos de risco. São os idosos, obesos, pessoas com sensibilidade severa à luz solar, indivíduos que se cobrem quase completamente com roupas por motivos religiosos ou pessoas com a pele muito escura. Essas pessoas precisam ser examinadas com frequência e fazer uso de suplementos de vitamina D.

Vale ressaltar que, em um país tropical como o nosso, a proteção solar absoluta é impossível de ser praticada. Conclui-se assim que a radiação solar UVB do dia a dia é suficiente para promover a produção adequada de vitamina D.

Frente ao fato de que as fontes alimentares são pobres em vitamina D e de que o sol é prejudicial à pele, minha recomendação é que as pessoas com deficiência ou que pertencem a grupos de risco simplesmente tomem suplementos de vitamina D, que são muito simples, acessíveis e controláveis – ou seja, você sabe exatamente a quantidade da vitamina que está ingerindo.

 

O conteúdo deste post é de inteira responsabilidade do autor.

Comentários

  1. igor 22 de agosto de 2014 at 21:00
    Responder

    Tudo mito criado pela INDUSTRIA DO OLEO PROTETOR SOLAR, QUE COMEÇOU COM A GLOBO, leiam sobre o mito do protetor no youtube.

  2. Mônica 22 de agosto de 2014 at 22:11
    Responder

    A forma ativa da vitamina D em gotas custa quase 100,00, onde está a acessibilidade? Não acho que pessoas que tomam 15 minutos de sol por dia em alguma área exposta ao sol sem protetor vão ter cancer de pele. Há fatores genéticos envolvidos e ao mesmo tempo o melanoma não tem haver com exposição solar. Se a população não é de risco , quinze minutos, não deve fazer mal. A vitamina D é um pre-hormônio e além de suas funções (neuromusculares, ósseas, gastrointestinais e imunológicas já conhecidas, já se sabe que há receptores de vitamina D até no pulmão. O exame tb para detectar a insuficiência de vitamina D não é nada barato nem acessivel. E a população geral que não tem acesso a medicações caras e exames mais sofisticados fazem como? Não pode tomar nem 15 minutos de sol ? Sendo que os dados são alarmantes nos EUA em 2010 (Congresso Da Sociedade Americana para pesquisa Osteo Mineral (ASBMR) foi relatado somente nos que nos EUA houve naquele ano 2 milhões de fraturas por osteoporose. O problema da vitamina D já é um problema de saude publica e não haver radicalismos nesse assunto e sim achar soluções é a melhor maneira para enfrentar o problema.

  3. LUIZ AZEVEDO 22 de agosto de 2014 at 23:05
    Responder

    ACHO UMA POSIÇÀO MUITO SIMPLISTA. É NOTORIO QUE O SOL DA MANHÀ ATÉ AS 10 HORAS E DEPOIS DA 16 HS É BOM E DEVE SER TOMADO. FILTRO SOLAR SOMENTE PARA PESSOAS QUE TENHAM A PELE MUITO SENSIVEL E NOS HORARIOS DAS 10 AS 16HS. FORA ISSO NÀO É RECOMENDADO.
    A GRANDE MAIORIA DAS PESSOAS COM O RITMO ATUAL DE VIDA TEM CARENCIA DE VITAMINA D QUE É FUNDAMENTAL AO CORPO. PEÇA AO SEU MÉDICO QUE LHE RECOMENDE UM EXAME PARA SABER SE VOCE TEM CARENCIA DE VITAMINA D. É NOTORIO TAMBÉM QUE 90% DAS PESSOAS SÀO CARENTES DE VITAMINA D. FAÇAM EXAME PARA SABER.

  4. Nicole Sigaud 26 de agosto de 2014 at 20:09
    Responder

    O sol proporcionou condições para o surgimento da vida neste planeta, estranho pensar que em todos esses milhares de anos da existência do homem na Terra e de todos os outros animais que produzem vitamina D, que se adaptaram a viver recebendo luz do sol, o mais recomendado seja viver tomando remédios ao invés de sol. Acho que para a indústria farmacêutica é melhor fazer as pessoas tomarem suplementos do que sol, que é gratuito e está à disposição de todos. Com certeza houve um dano que foi causado à camada de ozônio, mas com a proibição da emissão de gases CFCs o buraco na camada de ozônio se manteve estável nos últimos 10 anos e os cientistas estimam que ele se regenere em cerca de 50 anos.
    Outra coisa que acho muito estranho é dizer que como vivemos em um país tropical, a proteção solar absoluta é impossível de ser praticada e que por isso a maior parte dos indivíduos não precisa se preocupar com os níveis da vitamina, sendo que a Dasa empresa proprietária de 25 laboratórios de análises clínicas localizados em 13 estados, de norte a sul do Brasil avaliou quase 800 mil dosagens de Vitamina D, com amostras de pessoas do Brasil inteiro, colhidas em exames de sangue realizados de 2012 até o meio de 2013 e estimaram que aproximadamente 60% dos brasileiros têm insuficiência ou deficiência de Vitamina D. Sem contar que existem pesquisas sendo feitas com crianças no Brasil que já apontam alta incidência da deficiência, pois as pessoas passam cada vez mais tempo em ambientes fechados e os dermatologistas estão fazendo com que as pessoas se tornem aversivas ao sol.
    Além disso conheço pessoas que tomaram vitamina D injetável e fizeram tratamento com comprimidos por meses e tiveram um aumento pouco significativo, continuaram com insuficiência de vitamina D e gastaram um bom dinheiro, pois são remédios caros, sem contar que boa parte das pessoas que conheço tem insuficiência em vitamina D.
    Existem também uma série de estudos que demonstram que a obtenção de vitamina D através da alimentação ou de suplementação não produz o mesmo resultado do que através do sol.

    • editor 29 de agosto de 2014 at 17:30
      Responder

      Agradecemos a todos pelos comentários!
      Como a autora já previa, o assunto causou polêmica!
      Abraços
      Equipe IF

      • ADRIANA VILARINHO 1 de setembro de 2014 at 14:07
        Responder

        NA VERDADE NAO CONTRAINDICO NAO TOMAR SOL , LOGICO QUE 15 MINUTOS , NAO VAI DAR CANCER DE PELE EM NINGUEM , E TAMBEM TOMAR SOL COM PROTEÇAO NAO REDUZ A ABSORÇAO DE VITAMINA D .
        MAS A REALIDADE E QUE CADA 10 PACIENTES QUE DOSAM VIT D – PELO MENOS 9 VEM COM BAIXA DE VITAMINA D , EM ALGUNS CASOS , MUITO ALEM DO ESPERADO, NESSES CASOS A REPOSIÇAO ALEM DA ORIENTAÇAO DE EXPOSIÇAO SOLAR E INDICADO .

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