Sal Marinho

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O sal está presente na Terra desde a formação do planeta, e seu uso pelos homens remonta há 5000 anos.

 

Um segredo que os oceanos guardam e que a ciência continua pesquisando é a salinidade do mar.

 

A água do mar contém a quase totalidade dos elementos químicos naturais que conhecemos, mas o de maior proporção é o cloreto de sódio.

 

Cloreto de sódio e íons são os dois principais componentes do sal, necessários para a sobrevivência de todos os seres vivos, regulando a quantidade de água no organismo.

 

Sabe-se que o ser humano não pode viver sem o sal, e da importância do cloreto de sódio para a manutenção do metabolismo e do equilíbrio do sistema imunológico.

 

sódio está envolvido na contração muscular, nos batimentos cardíacos, nos impulsos nervosos e na ingestão de proteínas.

 

O cloro preserva o balanço das bases ácidas do corpo, auxilia na absorção do potássio e é a base do ácido estomacal.

 

Quantidade diária de sal

 

O corpo humano precisa de pouco sal, entre 2,5 e 5 g por dia, menos do que uma colher de café cheia. Essa quantidade existe nos próprios alimentos que ingerimos. Acima disso, o sal é prejudicial, causando sérios riscos para a saúde, como a hipertensão arterial.

 

Na realidade, se vivêssemos em ambiente natural, usando alimentos do meio ambiente, não precisaríamos de sal.

 

Portanto, se usamos o sal, ele deve ser puro, integral e verdadeiro como o sal marinho.

 

A beleza dos vários tipos de sais marinhos

 

Sal grosso

 

É o produto bruto da cristalização da salmoura vinda da água do mar.

Passa somente pelo processo de extração, não é refinado, e é embalado da mesma forma como sai das salinas.

Pode ser moído ou usado em cristais, a forma não peneirada do sal marinho.

Em 1 g de sal grosso há 400 mg de sódio.

 

Sal rosa do Himalaia

 

É encontrado aos pés do Himalaia, região que há milhares de anos foi banhada pelo mar.

Considerado o mais puro dos sais marinhos, fica depositado a centenas de metros de profundidade.

Tem quase a metade de sódio encontrada no sal comum, e é muito rico em minerais: cálcio, magnésio, potássio, cobre e ferro.

Por causa desses minerais, os cristais de sal possuem um tom rosado.

Fica muito bonito usá-lo na decoração de saladas e legumes.

Em 1 g de sal há 230 mg de sódio.

 

Sal rosa do Peru

 

Tem como origem um oceano muito antigo que secou e ficou preso nos subterrâneos do Vale Sagrado dos Incas.

O sal é colhido manualmente; sua coloração é rosa clara. e o sabor suave.

Em 1 g de sal há 250 mg de sódio.

 

Sal negro da Índia

 

É obtido na região central da Índia.

Contém ferro, compostos sulfúricos, cloreto de origem vulcânica e potássio.

Por causa dos componentes de enxofre presentes em sua composição, tem um forte sabor sulfuroso.

Em 1 g de sal há 380 mg de sódio.

 

Flor de sal

 

São pequenos grãos de cristais translúcidos, retirados na camada mais superficial das salinas, ricos em minerais essenciais ao corpo.

Essa variedade contém muito sódio, mas também grande quantidade de magnésio, iodo e potássio.

Em 1 g de flor de sal há 450 mg de sódio.

Há vários tipos de flor de sal, sendo que o mais famoso é o da região de Guérande, no norte da França.

É considerado o melhor e mais caro sal do mundo!

Indicado para acrescentar após o preparo do alimento.

 

Sal verde

 

Feito a partir da mistura de ervas moídas com sal marinho.

Oferece sabor diferente e saboroso aos pratos.

 

Sal amargo

 

O sal amargo é proveniente do sulfato de magnésio, um mineral encontrado na natureza em locais em que há fontes de águas quentes.

Banhar-se e beber nessas fontes resulta em benefícios para a saúde.

Muito usado na Europa como laxante.

Tem ação anti-inflamatória em contusões e inchaços e limpa o sangue (como dizia minha avó, ao fazer uso dele em jejum).

Uma colher de sobremesa rasa em meio copo de água; em seguida, tomar um copo de água.

 

Conheça os benefícios do sal marinho e os perigos do sal refinado

 

Quais as vantagens de usar o sal marinho?

 

Ele contém cerca de 84 elementos benéficos à saúde.

 

O iodo é de fácil assimilação e em quantidades ideais.

 

Possui menor quantidade de sódio que o sal refinado, o que melhora o controle da pressão arterial.

 

Onde adquirir o sal marinho fino?

 

Podemos encontrá-lo já pronto em lojas de produtos naturais ou em supermercados ou prepará-lo em casa, usando um saquinho de sal grosso (para churrasco) batido no liquidificador.

 

Prove os dois sais: o sal refinado produz uma sensação desagradável, devido à concentração de sódio, ao passo que o sal marinho é agradável ao paladar.

 

As perdas que sofre o sal refinado, devido a seu alto teor de sódio, favorecem a pressão alta, a retenção de líquidos e outras doenças, como cálculos renais e biliares.

 

Por que as indústrias refinam o sal, se faz tanto mal à saúde?

 

O sal refinado é produzido a partir do sal marinho.

 

Passa por um processo de industrialização, e em seu início já são retirados cerca de 84 nutrientes.

 

Perdem-se minerais como o enxofre, o bromo, o magnésio, o cálcio – representando excelente fonte de lucro para as indústrias do sal, que já extraem esses elementos do sal bruto para serem comercializados e vendidos.

 

Durante a lavagem do sal são eliminados componentes como o plâncton, o krill (pequeno camarão invisível ) e esqueletos de animais marinhos invisíveis.

Em pequenas quantidade, esses elementos fornecem Cálcio, Cobre e Zinco.

 

No refinamento também são perdidas algas microscópicas que fixam o iodo natural do sal marinho.

 

Sua substituição é feita por iodo sob a forma de iodeto de potássio, um produto artificial. As exigências das autoridades de controle exigem que seja adicionado o iodo artificial para prevenir o bócio.

 

O bócio é uma doença, vulgarmente chamada de “papo”, cuja característica é o aumento da glândula tireoide, visível como uma saliência no pescoço que pode chegar a grandes dimensões se a doença não for tratada.

 

No entanto, no sal refinado é colocada uma quantidade de iodo 20% superior à do sal natural, o que predispõe o organismo a doenças da tireoide, tumores, nódulos, câncer etc.

 

Depois de refinado e empobrecido, o sal recebe vários aditivos químicos.

 

Como os aditivos iodados oxidam rapidamente expostos à luz, é adicionado um estabilizante, a dextrose. Combinada com o iodeto de potássio, ela produz no sal uma coloração roxa; então, para clarear o sal é colocado um alvejante, o carbonato de sódio.

 

Entre as perdas irreparáveis no sal refinado está o importante íon magnésio. Sua escassez favorece a arteriosclerose.

 

Ao fim de todo esse processo, o sal transforma-se em um ingrediente prejudicial à saúde, embalado e colocado nas prateleiras para ser vendidos como sal de cozinha iodado.

 

O sal comum de cozinha, que se compra no supermercado, encontra-se também na maioria dos alimentos industrializados!

 

“Não se envenenem com as imensas doses de aditivos químicos usados no sal refinado!”

 

Abraços,

Jane Fiorentino

 

Escrito por Jane Fiorentino. – O conteúdo deste post é de inteira responsabilidade do autor.

Comentários

  1. Nilce Maria Amaral 19 de junho de 2015 at 11:06
    Responder

    Já uso o sal rosa do Himalaia, mas estava procurando uma explicação melhor já que ele é considerado o melhor sal do mundo. Pelo sódio, comparei e agora acho que o do Perú e o melhor.
    Atenciosamente, Nilce.

  2. Dilcilene Olivrira 20 de junho de 2015 at 23:58
    Responder

    Otima explicação sobre o sal marinho tenho em minha casa do himalaia, marinho e defumado não dava importancia achava que era apenas um sal grosso com coloração 😉

  3. jeffte 12 de agosto de 2016 at 9:11
    Responder

    Comprei um sal rosa, ele contém 380mg de sódio por colher de café. Acho que esse que comprei não é tão bom quanto outro que vi.

  4. Wellivani Bispo 17 de setembro de 2017 at 10:41
    Responder

    Maravilhosa explicação.
    Muito obrigada por compartilhar conosco.

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