Fora do Peso

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O ano novo nos impulsiona a novos projetos, e também às suas realizações.

Na lista de bons propósitos, vamos avaliar se já estamos conseguindo renovar nossos hábitos em relação à nossa saúde, ao nosso trabalho, nossos relacionamentos e nossa vida espiritual?

A prática do autodiagnóstico pessoal começa pela manhã ao acordarmos e abrange todos os aspectos de nossa vida.

Para algumas questões podemos ter respostas, outras podem ser mais difíceis de serem mudadas – e essas muitas vezes são as mais importantes.

Precisamos meditar a esse respeito para nos conhecer melhor.

 

Será que nos importamos com nossa saúde física?

Conhecer melhor o organismo e acompanhar suas mudanças é uma ótima forma de avaliar nossa saúde; como está a qualidade do nosso apetite em relação ao peso, nossa respiração, postura etc.

Observar o próprio corpo e compreender o que ele “diz” é o primeiro passo na direção de uma vida equilibrada e mais saudável.

Será que estamos com o peso adequado? Os riscos de estar acima ou abaixo do peso são inúmeros!

Caso você esteja acima do peso, tem mais probabilidade de alguns problemas de saúde.

Uma pessoa que tem apenas excesso de peso pode estar inchada por problemas renais ou cardíacos, usando medicamentos como os corticoides.

Alguns ganhos de peso podem levar a problemas ortopédicos; outros levam ao diabetes.

Estar 2 kg acima do peso pode aumentar o risco de doenças cardíacas em até 20%.

Você pode melhorar muito a sua saúde perdendo de 4 a 9 kg.

E estar abaixo do peso eleva o risco de vida mais do que a obesidade!

Isso pode esconder problemas de saúde, como diabetes e hipertireoidismo, entre outros males.

 

Para saber a causa, é fundamental procurar um médico!

Nem todos os magros e esquálidos estão necessariamente padecendo de desnutrição.

A desnutrição geralmente é causada pelos alimentos pobres em calorias e proteínas ou por má absorção de nutrientes, e também por transtornos com causas sociais, psiquiátricas ou patológicas, principalmente para quem faz dietas rígidas de emagrecimento.

Essas dietas baixam a imunidade do organismo, enfraquecem unhas e cabelos, alteram o humor e o sono, e podem até mesmo comprometer a fertilidade, porque os hormônios são derivados da gordura e do colesterol.

 

Para saber como está o seu peso calcule o seu IMC – o Índice de Massa Corpórea.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o IMC saudável fica entre 25 e pouco menos de 30.

Por exemplo, para uma pessoa de 1,70 m, com 70 kg:

Sua altura em centímetros (170) multiplicada por 2 = 340.

Seu peso em quilos (70) dividido pelo resultado da sua altura.

70 dividido por 340 = 24,2.

Este será o seu IMC.

 

O IMC é importante, mas é preciso bom senso para avaliar o biotipo de cada pessoa; uma estrutura mais forte vai fazer com que elas sejam mais pesadas, e nem por isso estão acima do IMC ideal.

Mesmo assim, em geral, alguém que tem o IMC acima de 30 está com excesso de peso. E abaixo do peso se o IMC estiver entre 16,1 de 18,4.

Pessoas que sofrem de desnutrição devem procurar um médico capacitado.

 

A obesidade

Obesos estão sob risco de diversas doenças: diabetes, doenças cardíacas, infarto, apneia, doenças do fígado gorduroso, osteoartrite.

É comum ouvir que gordura extra é falta de determinação e preguiça. Mas obesidade não pode ser  “encarada” apenas com dietas; precisa de orientação médica.

Diz a doutora Claudia Cozes que o ideal é fazer uma reeducação alimentar para aprender a comer, e que a obesidade tem fatores genéticos, ambientais e emocionais que precisam ser tratados.

Mesmo dormir o suficiente ajuda a equilibrar o peso.

 

Preocupação com o peso não é uma questão de vaidade

Estar no peso adequado não é futilidade! Como estar fora do peso pode trazer complicações para a saúde, significa que diminuímos a qualidade de uma vida sadia!

 

O excesso de peso no Brasil

Pesquisas mostram que, em todas as capitais brasileiras, o excesso de peso continua aumentando e atingindo mais da metade da sua população. Agora o foco é assunto de saúde pública, e os dados são alarmantes!

Todas as faixas etárias estão apresentando doenças cardiovasculares, neurodegenerativas, diabetes e pressão alta.

Com a chegada dos alimentos processados pelas indústrias alimentícias, ricos em açúcares, gorduras e sódio, a sociedade moderna teve um aumento de pessoas obesas e doentes.

A Vigitel (Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por Inquérito Telefônico), diante desse cenário, diz que até 2019 é preciso estabilizar a obesidade e reduzir em até 30% o uso de refrigerantes e sucos artificiais.

Propõe, por exemplo, aumentar o consumo de frutas e hortaliças, grãos e cereais, interferindo na redução do preço dos mesmos para que sejam mais compatíveis com o poder de compra da grande maioria da população

 

Não se deve confundir bom apetite com gula

Ter bom apetite é sinal de boa saúde, mas isso não quer dizer que comer demais significa ser saudável. O desgaste provocado pelo apetite exagerado cansa o organismo e causa danos incalculáveis.

O apetite exagerado pode ser controlado e até ignorado por ser um comportamento diante do alimento, o que é diferente da fome.

A fome e a necessidade de comer são instintivos. O nosso corpo avisa, e a fome o protege de esgotar suas reservas de energia.

A medicina natural considera bom apetite a atração natural por alimentos puros e saudáveis como frutas, verduras, hortaliças, raízes, tubérculos, cereais e tudo aquilo produzido pela terra. Esses alimentos devem ser frescos e cheios de vitalidade.

Já a atração por alimentos industrializados, frituras, doces coloridos artificialmente e sabores criados em laboratórios não é sinal de bom apetite: ao contrário, trata-se de um apetite alterado e prejudicial à saúde em todos os sentidos.

Gula é o desejo insaciável além do necessário, em geral por comida, bebida etc. Também está relacionada com o egoísmo humano de querer ter sempre mais e mais, não se contentando com o que já tem.

Tudo pode ser controlado pela virtude da temperança – que quer dizer ” guardar o equilíbrio”: o domínio de si mesmo, a moderação dos próprios desejos sobre os instintos. Isso não significa a extinção das vontades e instintos, mas descobrir a medida certa de como usá-los.

 

Falta de apetite

É um sinal e provoca várias doenças, mas é importante lembrar que o organismo muitas vezes use o recurso de inibir o apetite visando a uma recuperação ou desintoxicação. Quando isso ocorre, o ideal é não forçar a alimentação, e sim respeitar a determinação sábia da natureza, permitindo um descanso e a depuração do organismo.

Se a falta de apetite perdurar, é bom consultar um médico.

 

Comendo e aprendendo

Segundo a doutora Andressa Heimbecher, existe uma rede de mecanismos responsáveis por manter o organismo em equilíbrio. Essa rede dispara vários sinais ao cérebro alertando que precisamos de energia. É quando vem a fome.

Nossas experiências pessoais também participam – vão acelerar cheiros, texturas e sabores, de bolos, doces, etc., que tornam a escolha dos alimentos mais complexa do que apenas sentir fome.

Nossa vontade também nos leva a ingerir alimentos na maioria das vezes calóricos e gordurosos, porque a comida gordurosa e com açúcar proporciona sensação de prazer.

Alguns alimentos saudáveis que dão saciedade:  laranja, pera, alface, rúcula, agrião, couve, espinafre, chia, gergelim, aveia.

 

Laranja

Vale a pena incluir a laranja na alimentação diária. É muito saudável consumi-la pura, fresca, inclusive com o bagaço.

A laranja possui várias substâncias que podem ajudar o corpo a funcionar melhor.

A pequena fruta aumenta os níveis de um hormônio chamado leptina, que age no cérebro para saciar o apetite. Portanto, para “matar” a fome, até três laranjas por dia pode ser o socorro!

Além de ser uma fruta muito gostosa, a laranja é barata e fácil de ser encontrada.

Alimento rico em vitaminas C e A, antioxidantes, flavonoides, potássio, fósforo, cálcio e magnésio.

Por ser uma fruta rica em fibras, pode também combater a prisão de ventre.

A vitamina C ajuda a fortalecer o sistema imunológico e previne o envelhecimento precoce das células.

Rica em flavonoides e antioxidantes, ela ajuda a prevenir o câncer e manter a saúde do coração.

Há uma grande variedade dessa fruta riquíssima: laranja-da-bahia, pera, seleta, lima, barão.

 

São muitas as tentações da alimentação moderna, mas vale a pena apelar para o bom senso e seguir algumas regrinhas que devem se adaptar ao modo de vida e ao gosto de cada um.

  • Coma apenas quando sentir fome. Não se force a ingerir alimentos.
  • Tenha uma alimentação flexível e fuja de dietas muito rígidas, dando mais atenção às necessidades do seu organismo.
  • Se algum alimento de que gosta não é saudável, coma em pequena quantidade: privar-se pode aumentar o apetite!
  • Prefira sempre o alimento fresco. Um enlatado ou industrializado tem sempre menos vitaminas e poder nutritivo que o fresco.
  • Não se preocupe demais com a taxa de proteínas que está ingerindo, pois uma boa variedade de feijões e cereais reúne tudo de que o organismo precisa. A carne é uma fonte de proteína que pode ser evitada.
  • Prefira os alimentos crus, cozidos, grelhados ou assados. As frituras agridem o estômago e acidificam o sangue (fritura, só de vez em quando!).
  • Evite líquidos durante a refeição, principalmente os gelados; eles diminuem o suco gástrico, prejudicando a digestão. Se sentir sede, beba um chá depois da refeição.

 

Acima de tudo, procure manter serenidade durante as refeições.

O alimento é uma dádiva que a natureza nos fornece em quantidade incalculável. Por isso, devemos sempre dar graças a Deus por cada alimento que ingerimos!

 

Abraços,

Jane Fiorentino

 

O conteúdo deste post é de inteira responsabilidade do autor – escrito por Jane Fiorentino.

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