Carnaval

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Carnaval, uma festa pagã

O carnaval ainda guarda vestígios da barbárie e do primitivismo que ainda reinam nas mãos do mundo marcado pelas paixões e violência. A folia já foi comemoração dos povos guerreiros, festejando vitórias.

Devemos olhar o carnaval como uma festa que ainda tem lugar na escala evolutiva dos seres humanos, até que adquiram elementos espirituais evoluídos para viver na fraternidade e na paz.

 

Na Grécia Clássica

A festa foi reverência coletiva oferecida ao deus Dionísio, quando se chamava Bacanália.

O Rei Momo é inspirado na mitologia grega, personificando a ironia e o sarcasmo. No Brasil, esse personagem foi adaptado para as festas carnavalescas, tornando-se um dos principais símbolos do carnaval.

 

Em Roma

Fortemente marcada pelo aspecto pagão, chamou-se Saturnália, em exaltação a Saturno, o deus da agricultura.

Nessa ocasião imolava-se uma vítima humana, os escravos eram soltos, os romanos dançavam e desfilavam nas ruas em carros chamados “carrum navalis”, levando homens e mulheres nus.

 

Na Idade Média

Essas velhas festividades pagãs foram incorporadas pela Igreja Católica e adquiriram o formato de hoje, passando a marcar os últimos dias de “liberdade”, cujo objetivo era festejar, comer e beber vinho o quanto fosse possível antes das restrições impostas pela Quaresma, durante os 40 dias que antecedem a Páscoa.

Alguns pesquisadores veem a origem da palavra carnaval como uma expressão latina: carnem levare, que significa “deixar-se levar pela carne”.

 

O carnaval não faz parte do cristianismo. Não foi criado por Deus, e sim pelos homens!

 

O carnaval no Brasil

O carnaval é uma tradicional festa popular da nossa cultura, representada pelos desfiles das escolas de samba, alegorias e músicas com seus enredos que contam a nossa história.

As escolas de samba revelam as particularidades da mistura do povo brasileiro, que uniram índios, escravos, brancos, caboclos etc.

Os desfiles das escolas de samba e as cores das fantasias, com suas plumas e penas que adornam os corpos da mulheres dos desfiles, atraem visitantes do mundo inteiro.

Existe uma realidade escondida sobre as penas, com aves como o faisão e o avestruz torturadas por causa do carnaval.

Os avestruzes vivem cerca de 40 anos, e são mantidos em confinamento para a retirada das plumas. Dizem que as penas caem naturalmente, mas não é nada disso: suas penas são arrancadas manualmente e a seco.

As aves são levantadas pelo pescoço, as pernas amarradas, e então suas penas são arrancadas, provocando muita dor, sofrimento e feridas. A luta dos animais durante esse processo chega a provocar fraturas…

O processo começa quando o animal tem 10 semanas de idade, e se repete em intervalos de 4 a 6 semanas até a exaustão, quando as aves são mortas ou alimentadas à força para a indústria do foie gras.

Os maiores produtores de acessórios de penas são Hungria, China e Polônia, todos usando esses processo cruel de colheita de penas, sendo que os chineses são os “maiorais”!

As vidas dos animais nada valem, mas suas penas valem ouro nas mãos dos mercadores…

As alas mais simples das escolas utilizam plumas e penas artificiais, mas as rainhas e madrinhas de bateria buscam os materiais mais nobres de origem animal para obter maior destaque.

 

No carnaval não vale tudo!

Nesses dias de grande euforia e disposição do povo, muitas vezes as pessoas se permitem a “inversão de comportamento”.

Esse clima de liberdade sem limites muitas vezes pode gerar atitudes extremas e consequências irreversíveis.

Temos a nossa livre vontade de escolha; basta ter consciência das consequências de nossos atos.

É preciso ter a coragem de fazer as escolhas certas mesmo que os outros estejam fazendo o que é errado.

Não pode existir ligação entre alegria e ultrapassar os limites do respeito pelo ser humano.

O uso de bebidas alcoólicas como encorajamento da folia acaba tornando difícil esse período, principalmente quando se acredita que é permitido enlouquecer ao menos uma vez por ano.

 

Influências maléficas

É também fácil perceber que o ser humano traz represadas dentro de si fantasias fáceis de serem extravasadas em momentos que ofereçam a oportunidade. O carnaval acaba por influenciar a exteriorização desses anseios.

Como grande parte de pessoas se dá ao exagero, também as influências maléficas se aproveitam do momento para agirem, ocasionando casos de violência, homicídios, abortos, aids, infidelidade conjugal etc.

Isto acontece tanto com aqueles que se afinam com os seres perturbadores quanto com pessoas respeitáveis que se encontram no mesmo ambiente. Por isso, todo o cuidado é pouco!

 

É possível fazer do carnaval um momento sadio?

Ter consciência de que a alegria não precisa de álcool nem drogas ou sexo, e não extrapolar em seus atos.

Ficar atentos e respeitar os limites de liberdade.

Analisar o ambiente onde estiver. SE NÃO FOR ADEQUADO, SAIA.

Evitar confrontos, brigas, discussões que podem acontecer.

 

Para os foliões, o sentido sadio do carnaval é brincar

Por isso, bom senso, um comportamento digno e o civismo não podem ser esquecidos.

Respeitar a todos e fazer da festividade uma celebração de fraternidade e alegria.

Essa alegria sadia, que contagia a todos, faz com que as pessoas se unam fraternalmente mesmo sem se conhecerem.

O momento também é propício às paqueras, namoros, olhares. Esse clima ocasiona alguns perigos, pois o comportamento pode passar dos limites.

 

Os blocos de carnaval de rua são para todos

O ideal do carnaval é brincar sem riscos e sem incidentes.

Alguns itens que não devem ser esquecidos:

– Carregar uma bolsa pequena para guardar documentos, protetor solar, celular e dinheiro.

– Nos pés, o tênis é o ideal.

– Levar uma garrafinha de água, boné ou chapéu, e comer bem antes de sair.

– Hidratar-se com água aos poucos, o que pode aumentar a vontade de urinar. Certifique-se de que haja banheiros.

– Muitas pessoas não reservam um tempo para descansar entre um bloco e outro; algumas começam na sexta-feira e vão até a quarta -feira de cinzas. É importante não se esquecer de dormir pelo menos algumas horas por dia para proteger o organismo.

– Cuidado também com o que se come. Algumas pessoas comem o que aparece, e depois podem passar mal.

 

Vai levar seu filho para o carnaval? 

Para as famílias que querem participar, são necessários cuidados especiais com as crianças, que não entendem os riscos e não sabem se defender sozinhas; coloque uma pulseira de identificação em seu filho, ou costure o papel na roupa com seu nome completo e um contato de celular.

– O ideal é que as crianças saiam de casa já alimentadas.

– Levar água e também um lanche, como frutas frescas ou biscoitos simples.

– Para comprar na rua, prefira os sucos prontos e industrializados, biscoitos de polvilho, picolé de frutas.

– Evite os embutidos, como presunto e salsichas; maioneses são alvos fáceis de contaminação. Cuidado com os sanduíches naturais, que já costumam ter maionese.

– Cuidado com os bebês. Como eles têm um sistema imunológico ainda debilitado, ficam sujeitos à contaminação através de vírus e bactérias.

– Atenção para as fantasias infantis com lantejoulas; estas podem ser facilmente engolidas pelas crianças.

– O pediatra Dr. Jorge Huberman adverte que, quando o som do local é muito alto, pode prejudicar seriamente a audição de crianças e adultos. A legislação brasileira estabelece um limite sonoro de 85 decibéis ao qual podemos ficar expostos. A partir desse nível há risco de perder a audição, dependendo do tempo de permanência no local e da sensibilidade de cada pessoa.

– Os acessórios pontiagudos, como espadas e armas, devem ser evitados; as crianças podem escorregar e se machucar, além de esses acessórios funcionarem como apologia de violência.

– Cuidado com os materiais das máscaras coloridas; as sintéticas podem impedir a respiração e causar alergias. Prefira as máscaras de pano, papelão, cartolina.

– Cuidado com serpentinas, confetes, a bexigas, que podem estourar na boca da criança e sufocar.

– As roupas devem ser leves, para não causar dermatites devido ao suor.

 

Insolação

– O calor excessivo pode provocar insolação.

Se a criança apresentar os sintomas, como pulsação acelerada, tontura, vômito e boca seca, dê o soro caseiro: misture uma colher de chá de sal e uma colher menos cheia de chá de açúcar em um litro de água. Depois, leve-a ao médico.

Busque uma sombra para sua criança e locais com menos gente. Sempre ofereça água ou suco.

 

Também esteja atento com a hidratação, com a alimentação e com a proteção solar de seu filho.

 

Referência: Diário de Biologia

 

Abraços,

Jane Fiorentino

 

O conteúdo deste post é de inteira responsabilidade do autor. – escrito por Jane Fiorentino.

Comentários

  1. Rita Giacopini 12 de fevereiro de 2018 at 15:48
    Responder

    Não tinha lido nada tão simples e sensato. Parabéns!

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