Carnaval

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No carnaval não vale tudo!

Nesses dias de liberdade sem limites e grande euforia do povo, muitas vezes, permite-se a inversão de comportamento, que por sua vez pode gerar atitudes extremas e consequências irreversíveis. É  preciso ter a coragem de fazer as escolhas certas, mesmo que os outros estejam fazendo o que é errado.

Não pode existir ligação entre alegria e ultrapassar os limites do respeito pelo ser humano.

O uso de bebidas alcoólicas como encorajamento da folia acaba tornando difícil este período, principalmente onde se acredita que é permitido enlouquecer ao menos uma vez por ano.

 

As influências maléficas

É, também, fácil perceber que o ser humano traz represado dentro de si fantasias fáceis de serem extravasadas em momentos que ofereçam esta oportunidade. O carnaval acaba por influenciar a exteriorização desses anseios.

Como grande parte de pessoas se dá ao exagero, também as influências maléficas se aproveitam do momento para agirem, ocasionando casos de violência, homicídios, abortos, aids, infidelidade conjugal, e etc.

Isto acontece tanto com aqueles que se afinam com os seres perturbadores, quanto com as pessoas respeitáveis que se encontram no mesmo ambiente, por isso, todo o cuidado é pouco, deve-se ficar atento e respeitar os limites de liberdade.

 

É possível fazer do carnaval um lugar sadio?

Ter um comportamento digno e respeito não podem ser esquecidos.

Para os foliões sadios, o sentido do carnaval é brincar e ter na consciência de que a alegria não precisa de álcool, nem de drogas, nem de sexo, nem extrapolar os seus atos.

É importante analisar o ambiente onde estiver e se não for adequado, sair!

Evitar confrontos, brigas e discussões que podem acontecer, respeitando a todos e fazer da festividade uma celebração de fraternidade e alegria que contagia a todos, fazendo com que as pessoas se unam fraternalmente mesmo sem se conhecerem.

 

Os blocos de carnaval de rua são para todos

O ideal do carnaval é brincar sem riscos e sem incidentes.

Alguns itens que não devem ser esquecidos:

– Carregar 1 bolsa pequena para guardar documentos, protetor solar, celular e dinheiro.

– Nos pés, o ideal é o tênis.

– Uma garrafinha de água, boné ou chapéu e comer bem antes de sair.

– Hidratar-se com água pode aumentar a vontade de urinar, certifique-se de que haja banheiros.

– Muitas pessoas não reservam um tempo para descansar entre um bloco e outro, algumas começam na sexta-feira e vão até a quarta-feira de cinzas, importante não se esquecer de dormir pelo menos algumas horas por dia para proteger o organismo.

– Cuidado também com o que se come, algumas pessoas comem o que aparece e depois podem passar mal.

 

Vai levar seu filho para o carnaval?

É necessário cuidados especiais com as crianças que não entendem os riscos e não sabem se defender sozinhas.

– Coloque uma pulseira de identificação em seu filho ou costure o papel na roupa com seu nome completo e um contato de celular.

– O ideal é que as crianças saiam de casa já alimentadas.

– Levar água e também um lanche, como frutas frescas e biscoitos simples.

– Para comprar na rua, prefira os sucos prontos e industrializados, biscoitos de polvilho, picolé de frutas.

– Evite os embutidos de presunto, salsichas, maioneses, que são fáceis de contaminação, e cuidado com os sanduíches naturais que já costumam ter maionese.

– Cuidado com os bebês, como tem um sistema imunitário mais debilitado, ficam sujeitos a contaminação através de vírus e bactérias.

– O pediatra Dr. Jorge Huberman adverte de que quando o som do local é muito alto e ultrapassa os limites sonoros de 85 decibéis, pode prejudicar seriamente a audição de crianças e adultos dependendo do tempo de permanência no local e da sensibilidade de cada pessoa.

– As fantasias infantis com lantejoulas, estas podem ser facilmente engolidas pelas crianças.

– Os acessórios pontiagudos como espadas e as armas devem ser evitados, as crianças podem escorregar e se machucar além de fazerem apologia de violência.

– Cuidado com o material das máscaras coloridas; as sintéticas podem impedir a respiração e causar alergias, prefira as máscaras de pano, papelão, cartolina.

– Cuidado com serpentinas, confetes, e as bexigas que podem estourar na boca da criança e sufocar.

– As roupas devem ser leves para não causar dermatites, devido ao suor.

– O calor excessivo pode provocar insolação; se a criança apresentar a pulsação acelerada, tontura, vômito e boca seca, busque uma sombra e locais com menos gente e dê o soro caseiro:

Misture 1 colher das de (chá) de sal, e 1 colher das de (chá) de açúcar em 1 litro de água e leve-a ao médico.

Estejam atentos à hidratação com água, com a alimentação e filtro solar da sua criança.

 

O carnaval no Brasil

O carnaval é uma tradicional festa popular da nossa cultura representada pelos desfiles das escolas de samba, alegorias e músicas, com seus enredos que contam a nossa história.

Os desfiles das escolas de samba revelam a mistura do povo brasileiro que vemos nos rostos de índios, escravos, brancos, caboclos, as cores das fantasias, com suas plumas e penas que adornam os personagens atraem visitantes do mundo inteiro.

 

As aves como o faisão e o avestruz são torturadas pelo carnaval

Os avestruzes vivem cerca de 40 anos e mantidos em confinamento para a retirada das plumas que são arrancadas manualmente e a seco.

As aves são levantadas pelo pescoço, as pernas amarradas e então suas penas são arrancadas provocando muita dor, sofrimento e feridas, a luta dos animais durante esse processo chega a provocar fraturas dos ossos.

Este processo começa quando o animal tem 10 semanas de idade e se repete em intervalos de 4 a 6 semanas até a exaustão quando as aves são mortas ou alimentadas a força para a indústria do “foie gras”.

Os maiores produtores de acessórios de penas são; Hungria, China e Polônia todas usando esse processo cruel de colheita de penas, sendo que os chineses são os MAIORAIS!!

As vidas dos animais nada valem, mas suas penas valem ouro nas mãos dos mercadores.

As alas mais simples das escolas utilizam plumas e penas artificiais, mas, as rainhas e madrinhas de bateria buscam os materiais mais nobres de origem animal, para assim obter maior destaque.

 

História do carnaval

O carnaval é uma festa pagã que ainda guarda vestígios de barbárie e do primitivismo que ainda reina no mundo marcado pelas paixões e violência.

A folia já foi comemoração de primitivos povos guerreiros festejando vitórias e conquistas.

Devemos olhar o carnaval como uma festa que ainda tem lugar na escala evolutiva dos seres humanos, até que ele venha adquirir elementos espirituais evoluídos para viver na fraternidade.

O carnaval na Grécia Clássica chamada de Bacanália foi uma reverência do povo oferecida ao deus Dionísio.

O rei momo é inspirado na mitologia grega que personifica a ironia e o sarcasmo, foi adaptado para as festas carnavalescas brasileiras tornando-se um dos principais símbolos do carnaval.

 

O carnaval em Roma chamou-se Saturnália em exaltação a Saturno, o deus da agricultura.

Nessa ocasião imolava-se uma vítima humana, os escravos eram soltos, os romanos dançavam e desfilavam nas ruas em carros chamados de “carrum navalis” levando homens e mulheres nus.

Na Idade Média, essas velhas festividades pagãs, foram incorporadas pela Igreja Católica com a intenção de marcar os últimos dias de liberdade dos excessos do carnaval, cujo objetivo era festejar, comer e beber vinho o quanto possível, antes das restrições impostas pela Quaresma durante os 40 dias que antecediam a Páscoa.

Alguns pesquisadores veem a origem da palavra carnaval como uma expressão latina: carnem levare, que significa “ficar livre dos desejos da carne”.

Apesar dessas origens, o carnaval não faz parte do cristianismo, não foi criado por Deus e sim pelos homens!

 

Abraços,

Jane Fiorentino

 

O conteúdo deste post é de inteira responsabilidade do autor. – escrito por Jane Fiorentino.

Comentários

  1. Rita Giacopini 12 de fevereiro de 2018 at 15:48
    Responder

    Não tinha lido nada tão simples e sensato. Parabéns!

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