O que é moda étnica?

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Na antropologia, a palavra “etnia” é utilizada em referência a um grupo do mesmo espaço territorial, que possuem a mesma língua maternas, compartilham as mesmas crenças e têm valores próximos. Esse conceito aplicado na moda significa a inserção de elementos característicos de determinados grupos no vestuário fora de seus contextos originais. Quem me acompanha, já deve ter notado que eu sou super adepta da moda étnica e vira e mexe trago referências de estilos que fazem parte da moda étnica. Ela é ampla, muito vasta, celebra diferentes culturas e está em looks de passarela e street style.

Mas, afinal, o que é moda étnica?

Apesar de estar diretamente associada ao conceito de antropologia, é importante ter em mente que étnico não quer dizer que seja uma cultura “menor” ou fora do padrão, já que não há uma cultura universal – embora tenhamos a tendência a ver a cultura ocidental como padrão. Sendo assim, moda étnica é uma estética que traz elementos fortes de um estilo tradicional de diferentes culturas, como por exemplo tribos americanas, astecas, africanas e brasileiras, como estampas, grafismos, cores, miçangas, trabalhos artesanais, bordados, silhuetas, texturas, tecidos, materiais e acessórios.

Moda étnica na história da moda

Além das várias descobertas arqueológicas sobre povos antigos que permitiram que seu elementos estéticos vindos de suas artes e vestimentas fossem incorporados na moda atual, houveram alguns marcos importantes que nos trouxeram à moda étnica como conhecemos hoje.

Paul Poiret, que lançou sua grife em 1903, foi um dos primeiros estilistas a trazer para o ocidente elementos orientais como quimonos, turbantes, as calças típicas de odaliscas, cores alegres, geometrias e grafismos de forma tão significativa, inclusive propondo a libertação dos espartilhos para as mulheres. Ele foi revolucionário, considerado o criador do estilo boêmio-chic (boho-chic) e se enquadra no movimento artístico conhecido como Orientalismo.

O que é moda étnica - Paul Poiret - Isabella Fiorentino

Paul Poiret em seu atelier e três looks com cores e estampas com referências étnicas: cores terrosas, amarelo, silhueta solta, sem espartilho, sobreposições e estampsa no estilo cashmire e floral, típicos da Ásia.

Mais tarde, nos anos 70, a colonização da Índia pela Inglaterra somada aos movimentos hippie e folk, estampas florais, cashmere, modelagens amplas, batas e muitos acessórios foram aderidos de forma tão intensa que tornaram-se símbolo estético da época até hoje. Yves Saint Laurent e Emilio Pucci são alguns dos nomes mais marcantes desse período por aplicarem muitos desses elementos em suas coleções, incluindo também referências vindas de Marrocos, Rússia, África, Espanha, além da própria Índia.

Desde então até os dias de hoje, não passa uma temporada de moda sem que tendências éticas apareçam entre as principais, como aconteceu na última, em que anos 70 foi um dos destaques. Relembre essa e outras tendências Primavera-Verão 2021.

Gostou de aprender um pouco sobre moda étnica? Me conte a sua relação com ela!

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