Semana Santa

A Semana Santa é um tempo de fé e esperança não somente para o povo cristão, mas para toda a humanidade.

A Igreja Católica designou a Semana Santa rememorando os últimos passos de Jesus, desde a sua entrada em Jerusalém, no Domingo de Ramos, até a sua morte na Sexta- Feira Santa, e sua Ressurreição no Domingo de Páscoa.

As práticas religiosas dessa semana são merecedoras de muito respeito, observando todo o contexto histórico revivido pelos católicos, que nesse período aprofundam sua fé com toda a força.

 

Jesus Cristo

Jesus, como um judeu religioso, seguia com fervor os ensinamentos da Torá, o livro da lei judaica e de seus profetas.

Frequentava a sinagoga e ensinava. Seu ensino era respeitado pelos judeus; se assim não fosse, a sua ida ao templo não seria permitida.

A sabedoria de Jesus incomodava os religiosos e lhes provocava ira. Contudo, ele jamais se intimidou, mantendo sempre seu autodomínio.

Em sua humanidade, cultivou a santidade, a pureza, a renúncia, a humildade, a sensibilidade, a bondade, a justiça, a retidão, a misericórdia, a paz e a esperança.

Não silenciava diante do que ofendia seu caráter divino; dissolvia um a um os argumentos e as perguntas capciosas dos religiosos. Jamais obteve qualquer resposta satisfatória ou verdadeira.

Portou-se todo o tempo com sua autoridade espiritual. Jesus disse:

 

“Não julgueis que vim abolir a lei ou os profetas, mas sim levá-los à perfeição”.

(Evangelho de João 12)

 

Jesus não generalizava todos os judeus

O que Jesus condenava em alguns grupos, principalmente os fariseus e saduceus, eram as práticas exteriores, como o fato desses religiosos praticarem atos de oferta a Deus para serem vistos aos olhos dos homens, negligenciando os sentimentos interiores de amor e compaixão pelos semelhantes, considerando-se os mais espirituais, com o restante da povo inferior a eles.

Muitos chefes das sinagogas creram em Jesus, mas por causa dos fariseus não o manifestavam, para não serem expulsos.

 

Foi travada então a guerra desigual da luz com as trevas

Disse Jesus: “Eu vim como luz ao mundo; assim, todo aquele que crer em mim não ficará nas trevas.

Se alguém ouve as minhas palavras e não as guarda, eu não o condenarei, porque não vim para condenar o mundo, mas para salvá-lo.

 

Quem me despreza, e não recebe as minhas palavras, tem quem o julgue; a palavra que anunciei julgá-lo-á no último dia.”

(Evangelho de Mateus 16, 21)

 

A dureza de coração ensurdecia o entendimento.

Jesus tinha conhecimento do que ia passar e do que o levaria à morte.

Convidou, então, doze homens a quem chamou de discípulos, para dar continuidade aos seus ensinamentos.

Depois de um convívio de três anos, que gerou vínculos profundos entre eles, Jesus avisou antecipadamente sobre sua morte e Ressurreição.

Começou a explicar que o poder temporário da morte dura apenas três dias, que era necessário que ele fosse a Jerusalém e sofresse muitas coisas nas mãos dos líderes religiosos, dos chefes, dos sacerdotes e dos mestres da lei, e fosse morto, ressuscitando ao terceiro dia.

Os discípulos pressentiam que não estava distante o dia em que o seu mestre seria preso. Foram testemunhas de várias ameaças de apedrejamento contra ele, porém sem êxito.

Jesus sabia que não seria tocado em sua integridade física sem a permissão do Pai e no tempo devido. Usou de várias retiradas estratégias para se afastar do ódio e dos hipócritas.

 

Os últimos dias de vida terrena

A caminho de Jerusalém, Jesus chama em particular seus discípulos e lhes antecipa que será condenado à morte pelas lideranças religiosas judaicas. Declara que será morto, mas vencerá a morte pela Ressurreição.

 

A sua entrada triunfante em Jerusalém

Então Jesus enviou dois discípulos, dizendo:

 

“Ide até o povoado que está ali na frente e logo encontrareis uma jumenta amarrada e com ela um jumentinho. Desamarrai-o e trazei-os a mim.Os discípulos trouxeram a jumenta e o jumentinho, e puseram sobre eles suas vestes, e Jesus montou.

A numerosa multidão estendeu suas vestes pelo caminho, enquanto outros cortavam ramos das árvores e os espalhavam pelo caminho.

Os que iam na frente de Jesus e os que o seguiam gritavam:

“Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor!”

(Evangelho de João 15, 12)

 

Outros que tinham vindo à festa da Páscoa ouviram dizer que Jesus se aproximava, porque tinham ouvido falar dos milagres que ele fazia. Saíram-lhe ao encontro, aclamando-o como o Rei de Israel.

Isso despertou a desconfiança e a inveja nos sacerdotes, que diziam: Reparai que todo mundo corre após ele!

Com medo de perder o poder, começaram a trama para prender Jesus.

Essa mesma multidão que aclamava Jesus como Messias, dias depois, manipulada pelas autoridades religiosas, o acusaria de impostor, blasfemador e falso Messias.

Sua esperança era que Jesus seria o libertador da escravidão política, econômica e religiosa imposta pelo domínio dos romanos, que massacravam cruelmente o povo.

Não compreendiam que o propósito do anúncio de Jesus era de caráter espiritual e não político. Por isso, ele frustrou a muitos que esperavam um governo terrestre…

 

Segunda-feira Santa

O dia durante o qual a Igreja reflete sobre a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus.

 

Terça-feira Santa

Jesus anuncia sua morte, causando grande sofrimento a seus discípulos.

Celebra-se as Sete Dores de Maria, sua mãe, que o acompanhou no caminho do Calvário.

 

Quarta-feira Santa

O “dia das trevas”.

A traição de Judas Escariotes, indo até os sacerdotes, a quem se ofereceu para trair Jesus. Aceita trinta moedas de prata como recompensa da sua traição.

Há também nas Igrejas a bênção dos santos óleos, usados para a administração dos sacramentos do Batismo, da Crisma e da Unção dos Enfermos.

 

Quinta-feira Santa

Noite da Última Ceia de Jesus com seus apóstolos, e da humildade do lava-pés de seus doze discípulos.

É nesse momento que Judas sai para entregar Jesus.

Nessa noite, Jesus instituiu o Santo Sacrifício, como a sua eterna memória e o novo mandamento: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amo” (Evangelho de Mateus 21,1).

Depois dirigiu-se ao monte Getsêmani, tomou consigo três discípulos e começou sua agonia nos jardins das Oliveiras, onde foi preso pelos judeus.

Nessa noite foi interrogado e, no amanhecer da sexta-feira, açoitado cruelmente e condenado à morte na cruz.

A Igreja se reveste de luto e tristeza, desnudando os altares de toalhas e velas e cobrindo as imagens.

Inicia-se a vigília do Santíssimo, relembrando os sofrimentos de Jesus.

 

Sexta-feira Santa

Dia do sofrimento e crucificação de Jesus.

Após a sua prisão, recebeu a coroa de espinhos na cabeça. Foi levado à presença de Pilatos e condenado.

Sofreu cusparadas, foi impiedosamente chicoteado pelos soldados romanos, que produziram profundos cortes em seu corpo, foi caçoado e humilhado, até o momento de sofrer a crucificação e a morte.

Carregou sua própria cruz, por um longo caminho chamado Via Sacra, até o monte Calvário.

Ao meio-dia foi crucificado entre dois ladrões. Por volta das três horas da tarde, Jesus morreu.

Seu corpo foi retirado da cruz e colocado num sepulcro cavado na rocha.

Nesse dia é praticado o jejum e a abstinência de carne em sinal de respeito pela morte de Jesus Cristo.

Na Igreja, é celebrada a Paixão de Jesus, a Adoração da Santa Cruz e a Procissão.

 

Sábado Santo, ou Sábado de Aleluia!

Jesus permanece no sepulcro.

Dia da oração, do jejum e do pesar pela morte de Jesus.

Inicia-se a Vigília Pascal ao final do dia, terminando com o amanhecer da Páscoa.

Durante a Vigília, o celebrante abençoa o fogo, símbolo do esplendor de Jesus Cristo Ressuscitado que começa a dissipar as trevas da morte.

 

Domingo de Páscoa

Dia em que Jesus se levanta da sepultura e volta à vida, através da sua Ressurreição dentre os mortos!

 

“Ressuscitei, ó Pai, e sempre estou contigo; pousaste sobre mim a tua mão, tua sabedoria é admirável, Aleluia!”

(Salmo 138, 18)

 

Vencendo a morte, Jesus Cristo traz plena esperança a humanidade para um mundo de amor entre todos.

Ele nos alimenta e nos guia para a liberdade dos filhos e filhas de Deus.

 

“Crer nos acontecimentos da vida de Jesus Cristo é crer na Vida que vence a morte!”

 

Alegria e paz em todos os corações!

 

Abraços,

Jane Fiorentino

 

O conteúdo deste post é de inteira responsabilidade do autor. – escrito por Jane Fiorentino.

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3 Comentários

  1. Cassia Santod disse:

    Sua mãe foi muito sábia ao escrever essas palavras! ! Pois nos dias de de hoje as pessoas só se preocupam com o ovos de Páscoa e o bacalhau! E não sabem a verdadeira história da Semana Santa! Bjs

  2. Daniela Nunciaroni disse:

    Muito lindo! Espero que as pessoas não pensem em apenas “curtir o feriadão” e sim parem um tempo para refletir sobre este Amor; o qual não merecemos!
    Mil bjos

  3. Gabriela disse:

    Lindo, Jane! Deus abençoe infinitamente você e sua família e Maria cuide de vocês e conceda muitas Graças.