Carnaval

O carnaval é uma tradicional festa popular, representada pelos desfiles das escolas de samba, com suas alegorias e músicas com enredos que contam a nossa história.

É o ponto máximo da nossa cultura, mesmo sua origem vinda de povos antigos.

As escolas de samba revelam as particularidades da mistura do povo; vemos rostos de índios, escravos, brancos caboclos.

O carnaval é a maior demonstração de alegria e disposição do povo brasileiro, que muitas vezes permite a “inversão de comportamento”.

Esse clima de liberdade e euforia muitas vezes pode gerar atitudes extremas e de consequências irreversíveis.

Temos o nosso livre arbítrio; basta termos consciência das consequências de todos os nossos atos.

É preciso ter a coragem de fazer as escolhas certas, mesmo que os outros estejam fazendo o que é errado.

 

Ter noção de que no carnaval não vale tudo!

Não pode existir ligação entre alegria e ultrapassar os limites do respeito pelo ser humano.

O uso de bebidas alcoólicas como encorajamento da folia acaba tornando difícil esse período, principalmente quando se acredita “que é permitido enlouquecer ao menos uma vez por ano”.

É também fácil perceber que o ser humano traz represadas dentro de si fantasias, fáceis de serem extravasadas em momentos que ofereçam a oportunidade. O carnaval então acaba por influenciar a exteriorização desses anseios.

Como grande parte das pessoas se dá ao exagero, também as “influências maléficas” se aproveitam do momento para agirem, ocasionando casos de violência, homicídios, abortos, AIDS, infidelidade conjugal etc.

Isso acontece tanto com aqueles que se afinam com os seres perturbadores quanto com as pessoas respeitáveis que se encontram no mesmo ambiente. Por isso, todo o cuidado é pouco!

 

Fazer do carnaval um lugar sadio

Para os foliões, o sentido do carnaval é brincar.

A necessidade de bom senso, um comportamento digno e civismo não pode ser esquecida; respeitar a todos e fazer da festividade uma celebração de fraternidade e união.

Tenha consciência que a alegria não precisa de álcool, nem drogas, nem sexo. Não é preciso extrapolar seus atos nem os limites de liberdade.

Essa alegria sadia que contagia a todos faz com que as pessoas se unam fraternalmente, mesmo sem se conhecerem!

O momento também é propício às paqueras, aos namoros, aos olhares… Mas com esse clima o comportamento pode passar dos limites. Fique atento!

Evite os confrontos, as brigas, as discussões que podem acontecer, é bom analisar o ambiente onde estão.

 

Os blocos de carnaval de rua são para todos

O ideal do carnaval é brincar, rir, pular, sem riscos, sem incidentes, acima de tudo  fazendo dessa data uma festa de alegria.

Para facilitar, sugerimos alguns itens que não devem ser esquecidos:

– Lembre-se de carregar uma bolsa pequena para guardar documentos, protetor solar, celular e dinheiro.

– Os pés não podem ser deixados de lado; o tênis é o ideal.

– Tenha uma garrafinha de água, use chapéu, coma bem e faça alguns alongamentos. A intenção é que o corpo aquecido esteja preparado para caminhar e pular. Alongue pernas, braços, pescoço.

– Hidrate-se com água aos poucos e atenção para o aumento da vontade de urinar; certifique-se de que haja banheiros.

– A folia é tanta que muitas pessoas entram no ritmo e não reservam um tempo para descansar entre um bloco e outro. Algumas começam na sexta-feira e vão até a quarta-feira de cinzas! É importante não se esquecer de dormir pelo menos umas 5 horas por dia para proteger o organismo.

– Cuidado também com o que come. Algumas pessoas comem o que aparece e depois podem se sentir mal.

 

Vai levar seu filho para o bloco?

Para as famílias que querem participar, é necessário cuidados especiais com as crianças. Elas não entendem os riscos e não sabem se defender sozinhas.

– Se for para lugares muito frequentados, coloque uma pulseira de identificação em seu filho, com seu nome completo e um contato de celular, caso ele se perder. Ou então costure o papel com as informações na roupa da criança.

– O ideal é que as crianças saiam de casa já alimentadas.

– Leve água e também um lanche como frutas frescas ou biscoitos sem recheio.

– Para comprar na rua, prefira os sucos prontos e industrializados, biscoitos de polvilho, picolés de frutas.

– Evite os embutidos de presunto, salsichas, maioneses, que são de fácil contaminação, e cuidado com os sanduíches naturais, que já costumam ter maionese.

– Fique atento com a hidratação, com a alimentação e com o filtro solar.

– Bebês têm um sistema imunitário mais debilitado, e estão mais sujeitos à contaminação por vírus e bactérias.

 

Algumas precauções sugeridas pelo pediatra Dr. Jorge Huberman:

– Quando o som é muito alto, pode prejudicar seriamente a audição de crianças e adultos. A legislação brasileira estabelece um limite sonoro de 85 decibéis ao qual podemos ficar expostos. A partir desse nível há risco de perder a audição dependendo do tempo de permanência e da sensibilidade de cada pessoa.

– Se as fantasias infantis tiverem lantejoulas, elas podem facilmente ser engolidas pelas crianças.

– Os acessórios pontiagudos como espadas e as armas devem ser evitados. As crianças podem escorregar e se machucar, além de esses itens fazerem apologia à violência.

– Cuidado com os materiais das máscaras coloridas; as sintéticas podem impedir a respiração e causar alergias. Prefira as máscaras de pano, papelão, cartolina.

– Serpentinas, confetes e bexigas podem estourar na boca da criança ou serem ingeridas acidentalmente. Cuidado com o sufocamento.

– As roupas devem ser leves para não causar dermatites devido ao suor.

– O calor excessivo pode provocar insolação. Se a criança apresentar sintomas como pulsação acelerada, tontura, vômito, e boca seca, dê o soro caseiro: misture 3,5 g de sal e 20 g de açúcar para cada litro de água. Depois leve-a ao médico.

Busque uma sombra para seu filho e locais com menos gente. Não esqueça de sempre oferecer água ou suco.

 

Carnaval: uma festa pagã

O carnaval ainda guarda vestígios de barbárie e do primitivismo que ainda reina no mundo, marcado pelas paixões e pela violência.

A folia já foi comemoração dos povos guerreiros festejando vitórias.

Foi reverência coletiva oferecida ao deus Dionísio na Grécia clássica, quando a festa se chamava bacanália.

Em Roma, fortemente marcada pelo aspecto pagão, chamou-se saturnália, em exaltação a Saturno, o deus da agricultura. Nessa ocasião imolava-se uma vítima humana, os escravos eram soltos, os romanos dançavam e desfilavam nas ruas em carros chamados de “carrum navalis”, levando homens e mulheres nus.

Na Idade Média, essas velhas festividades pagãs foram incorporadas pela Igreja Católica e adquiriram o conceito de hoje, passando a marcar os últimos dias de “liberdade” dos excessos, cujo objetivo era comer, beber vinho e festejar o quanto fosse possível, antes das restrições impostas pela Quaresma durante os 40 dias que antecediam a Páscoa.

Alguns pesquisadores veem a origem da palavra carnaval como uma expressão latina: carnem levare, que significa “ficar livre da carne”.

O Rei Momo é inspirado na mitologia grega, personificando a ironia e o sarcasmo. No Brasil, esse personagem foi adaptado para as festas carnavalescas, tornando-se um de seus principais símbolos.

Devemos olhar o carnaval como uma festa que ainda tem lugar na escala evolutiva dos seres humanos até que eles adquiram elementos espirituais evoluídos suficientes para viver na fraternidade e na paz. Ele não faz parte do cristianismo; não foi criado por Deus e sim pelos homens!

 

Abraços,

Jane Fiorentino

 

O conteúdo deste post é de inteira responsabilidade do autor. – escrito por Jane Fiorentino.

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Comentário

  1. Rita Giacopini disse:

    Não tinha lido nada tão simples e sensato. Parabéns!